A indústria de games nunca esteve produzindo tanto como nos ultimos anos, e no meio de tantos jogos que focam em apenas quantidade, a qualidade se torna uma pepita que precisa ser buscada com afinco.
Contudo, em alguns casos existem alguns tesouros que brilham a distâncias consideráveis e esse é o contexto de Under the Island, um verdadeiro tesouro lançado em 2026.

Under the Islando foi o promeiro jogo desenvolvido pela Slime king Games, sendo distribuído pela Top Hat Studios Inc., sendo lançado no dia 17 de fevereiro de 2026 e estando disponível em seu lançamento para PC via Steam, Nintendo Switch, PlayStation 4, Playstation 5 e Xbox Series.
Se trata de um jogo de ação em 2D com elementos de mundo aberto e RPG, feito em pixel todo em pixel art em que você encarna a persona de Nia, nossa corajosa e destemida heroína, recém-chegada à Ilha Seashell — que, após alguns contratempos ao tentar conhecer os moradores e o ambiente ao seu redor, acaba descobrindo que a ilha que moram está prestes a afundar no oceano!
Então Nia precisa explorar todos os cantos da ilha em busca de relíquias mágicas que juntas podem impedir taç catástrofe, e durante essa jornada, você explorará cavernas, pântanos, campinas, masmorras, desertos, praias, montanhas congeladas e os mais variados cenários, fazendo amigos pelo caminho, coletando recompensas, descobrindo novos itens que podem auxiliar tanto no combate quanto na sua exploração.
GAMEPLAY
Como já dito, por se tratar de um jogo de ação e exploração em 2D você começa com uma arma primária, que está sempre equipada, nesse caso, um taco de Hóquei, que funciona como sua espada, mas a medida que avança no jogo você consegue logo no início uma planta mágica que dispara bolas de fogo, uma bolsa de bombas e entre outros itens.

O combate é simples, assim como sua movimentação, não espere dodge, parry ou algo do tipo, você basicamente corre, ataca e usa outros itens que auxiliam no cambate, mas que também servem para a exploração, como por exemplo, a planta mágica que dispara bolas de fogo, pode ser usada para atacar inimigos, mas também para iluminar o cenário ou ascender foqueiras.
Esses itens muitas vezes também são usados em puzzles, quee stão espalhados e em grande quantidade pelo mapa, que além da missão principal também proporciona inúmeras missões secundárias, todas muito bem incorporadas ao contexto que o jogo se apresente e tambám interessantes de serem feitas, pois agregam ao gameplay e geram recompensas adequadas ao desafio.
VISUAL & ESTÉTICA
A Pixel Art do jogo é linda, como pode ser visto, e aqui nem existe muito espaço apra detalhamento, basta ver, os argumentos se fazem quase que desnecessários, mas friso ainda que a direção de arte acerta muito em mantar uma saturação alta das cores, mas com uma quantidade agradável aos olhos, é tudo bem colorido e vivo, mas não cansativo.
O jogo é lindo!

TRILHA SONORA & DESIGN DE SOM
A parte sonora do jogo acerta tanto quanto a parte visual, com cada vila, cada bioma, cada área do jogo tendo sua própria trilha, mas todas compartilhando uma identidade, inclusive com a trilha principal do jogo, que é aventuresca, remete a juventude e a descoberta. Perfeitas para proposta do jogo assimc omo seu designs de som que é divertido e característico.
INSPIRAÇÕES
De todos os jogos “zeldinha like” (aqueles no mesmo estulo de A Link to the Past” ou “Minish Cap”) esse certamente foi o melhor que ja joguei.
Under the Island consegue entregar o equilíbrio perfeito entre inspiração, homenagem, inovação e originalidade tudo em apenas um jogo.
De cara o visual já chama a atenção, um lixel art lindo com cores vibrantes, Locações com um angulo de câmera muito semelhante aos zeldas antigos, muito bom humor desde os primeiros momentos do jogo e uma excelente ambientação. Abaixo uma comparação entre os jogos:



As inspirações mais explicitas são muito claras para jogadores mais experientes: zeldas.
Porém existem referências a outras franquias, como por exemplo, Dragon Ball Z e Mario. E até mesmo à consoles antigos. Um dos colecionáveis é simplesmente um Game Boy (com outro nome, claro).
Porém tudo isso tudo não se limita à mera cópia ou referência, tudo tem essencia.
CONCLUSÃO
Under the Island não é apenas mais um “Zelda-like” competente — ele é um estudo bem executado de como referências podem ser utilizadas com inteligência, sem comprometer identidade. Onde muitos jogos falham ao replicar fórmulas, aqui existe curadoria: cada mecânica, cada sistema e cada escolha estética parecem ter sido incluídos com propósito claro.
Do ponto de vista de design, o jogo não tenta competir em complexidade mecânica com títulos modernos mais densos — e isso não é uma limitação, é uma decisão. A simplicidade do combate, por exemplo, pode ser vista como rasa sob uma lente mais técnica, mas funciona perfeitamente dentro da proposta de acessibilidade, ritmo e foco em exploração. O loop de gameplay é consistente, recompensador e, principalmente, bem calibrado.
No campo artístico, o jogo opera com alta eficiência: direção de arte sólida, identidade visual bem definida e uma trilha sonora que sustenta a imersão sem se tornar intrusiva. Existe coesão — algo que muitos projetos maiores, com mais recursos, frequentemente não conseguem alcançar.
O maior acerto de Under the Island está no equilíbrio. Ele não tenta ser revolucionário, mas também não se contenta em ser genérico. Ele entende exatamente o que quer ser — e executa isso com precisão.

No cenário atual, saturado por jogos que priorizam escala em detrimento de identidade, Under the Island se destaca justamente por fazer o oposto: é enxuto, focado e bem resolvido.
Under the Island é um jogo que não apenas vale a pena ser jogado, mas que merece ser usado como referência de design consciente dentro do seu nicho. Um verdadeiro NOTA 10!